quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Alunos da Escola Ana Brito fizeram hoje avaliação pelo Programa Saúde na escola


As crianças da Escola Ana Brito de Figueiredo, da Rede Municipal de Ensino de Santa Luzia, tiveram hoje pela manhã, durante todo o período, atendimento pelo programa Saúde na escola.
35 profissionais, entre eles, odontólogos, técnicos de enfermagem, técnicos de Saúde Bucal, realizaram atendimentos e avaliações nutricionais, odontológicas, de peso, medida, aferição de pressão, entre outros cuidados.
A coordenadora do programa, Eliziane de Medeiros, disse que na próxima semana o programa será realizado em outra escola, fazendo assim um rodízio entre as escolas da Rede de Ensino de Santa Luzia.

Mostra do Programa Saúde na escola aconteceu ontem com várias apresentações


Uma noite de arte e cultura com o programa desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Santa Luzia, Saúde na escola, aconteceu ontem no Ginásio de Esportes da Escola Padre Jerônimo Lauwen.
As apresentações tiveram início às 20 horas com a coreografia do balé infantil, logo em seguida veio o som dos meninos da flauta doce, sendo encenado na sequência a peça de teatro estranhos amigos, colegas e você, seguindo da  musicalidade da orquestra de violão que tocou três músicas, Chão de Giz, Que País é Este e Hotel California, sendo a noite e amostra encerrada com a dança da quadrilha estilizada.
Todos as apresentação, de balé, de flauta, teatro, violão e quadrilha, são oficinas desenvolvidas pelo programa Saúde na escola, desenvolvido pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de Santa Luzia.
Cerca de 200 jovens estão envolvidos no programa Saúde na escola, 20 no grupo de flauta de doce, 50 no violão, 80 nas oficinas de balé, 44 no teatro, 60 na quadrilha, envolvendo muitos jovens de Santa Luzia.
A secretária Dilma Morais disse que isso é apenas o começo. A secretária quer implantar outras oficinas, trazer novos cursos e envolver mais jovens, mais crianças de toda Santa Luzia.

Deputada quer criar Região Metropolitana de Patos


A deputada Estadual Francisca Motta (PMDB), apresentou na última quarta-feira, 14 de setembro, um Projeto de Lei Complementar que institui a Região Metropolitana de Patos.
Composto por sete artigos, o Projeto de Lei Complementar Nº 11/2011, estabelece que a Região Metropolitana de Patos seja constituída pelos Municípios de Patos, Quixaba, Passagem, Areia de Baraúnas, Salgadinho, Junco do Seridó, Santa Luzia, São José do Sabugi, Várzea, São Mamede, Cacimba de Areia, Cacimbas, Desterro, Teixeira, São José do Bonfim, Matureia, Mãe D’ Água, Santa Terezinha, Catingueira, Emas, Malta, Condado, São José de Espinharas e Vista Serrana.
“Estamos falando de uma população de mais de 220 mil habitantes, compreendidos nesses vinte e quatro Municípios, que podem se beneficiar com excelentes oportunidades para investimentos em diversas áreas da economia”, destacou a deputada Francisca Motta.
De acordo com o projeto, na medida em que for criada a Região Metropolitana de Patos, deverá ser criado também um Conselho Deliberativo e um Conselho Consultivo. O primeiro deverá ser constituído de cinco membros de reconhecida capacidade técnica ou administrativa, nomeados pelo governador do Estado, sendo um deles da cidade de Patos, e os demais membros, escolhidos mediante indicação dos Municípios integrantes. Já o Conselho Consultivo deverá ser composto de um representante de cada Município integrante da região metropolitana, sob a direção do Presidente do Conselho Deliberativo.
Segundo a deputada, onde regiões metropolitanas foram institucionalizadas, houve melhorias na execução de serviços comuns aos municípios envolvidos, a exemplo de transporte público, saúde, meio ambiente e outras políticas públicas.
“A institucionalização da Região Metropolitana de Patos proporcionará a oportunidade dos Municípios pensarem de forma integrada as suas vocações para o desenvolvimento econômico e social conjunto. Além disso, os mesmos tenderão a buscar soluções para os problemas de suas competências, sob o modelo cooperativo e consorciativo, onde as necessidades e capacidades tenderão a se ajustar”, acrescentou a deputada Francisca Motta.
De acordo com o projeto, é de interesse metropolitano o planejamento integrado do desenvolvimento econômico e social, o saneamento básico notadamente abastecido de água e rede de esgotos e serviço de limpeza pública, o uso do solo metropolitano, transportes e sistema viário, a produção e distribuição de gás combustível canalizado, o aproveitamento dos recursos hídricos e controle da poluição ambiental, na forma que dispuser a lei federal, além do planejamento dos serviços de saúde, educação, segurança pública metropolitana e meio ambiente das cidades envolvidas.
O Projeto de Lei Complementar, que entra em vigor a partir da sua data de publicação, estabelece ainda que o Estado seja responsável pela manutenção dos Conselhos Deliberativo e Consultivo, através de recursos próprios. Além disso, os Municípios da região metropolitana, que participarem da execução do planejamento integrado e dos serviços comuns, terão preferência na obtenção de recursos federais e estaduais, inclusive sob a forma de financiamentos, bem como de garantias para empréstimos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Túnel do Tempo de Santa Luzia-PB


Criamos um espaço denominado de “Túnel do Tempo de Santa Luzia-PB”.
Neste espaço, criado no Facebook, é compartilhado fotos de Santa Luzia-PB, principalmente, fotos antigas, seja de paisagens ou de pessoas, naturais de Santa Luzia ou que fizeram parte da história de nossa gente.
Caso você tenha alguma material antigo, em foto ou vídeo, de Santa Luzia-PB, seja tanto de personalidades de nossa terra, quanto de nossa cidade de um modo geral, e queira compartilhar esses arquivos com outras pessoas de nossa cidade e região, é só nos contatar pelo (83) 9123-2233, para que possamos pegar uma cópia do mesmo, e consequentemente, compartilha-los através do Facebook.
Caso você tenha algum objeto que faça parte de nossa história, iremos até o local por você indicado e faremos uma foto do mesmo para que outras pessoas também possam ter acesso visual desse conteúdo histórico.
Um espaço, de resgate histórico, nossas raízes, que também pode ser denominado de um “Museu Virtual de Santa Luzia-PB”.
Iremos também, realizar algumas entrevistas, com alguns munícipes, onde, na ocasião, será, por essas pessoas, contadas algumas histórias interessantes de nossa cidade.
Essas entrevistas e histórias ficarão disponíveis a todos do grupo.
Lembramos que o grupo é fechado, bastando apenas, para participar, enviar uma solicitação.

Henrique Melo – Rede Sertão PB

domingo, 18 de setembro de 2011

O Diferencial Étnico do “Quilombo do Talhado” (Santa Luzia – PB)


Joselito Eulâmpio da Nóbrega
(Historiador. Doutorando em Recursos Naturais).
O “Quilombo do Talhado” localiza-se na Serra do Talhado, ramificação da Serra de Santa Luzia, no Planalto da Borborema.  A uma altura aproximada de 700 metros, o grupo encontra-se na zona rural do município de Santa Luzia – PB, a 26 km do perímetro urbano. O grupo surgiu em 1860 e em 16 de abril de 2004 foi reconhecido pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, como sendo remanescente das comunidades dos quilombos.
Os grupos étnicos apresentam um diferencial com relação a outros grupos sociais, na medida em que eles se percebem e são percebidos pelos outros, como sendo portadores de uma continuidade histórica, provenientes de uma mesma ascendência e idênticos apesar da separação geográfica. Em geral, os grupos étnicos também percebem a si mesmos, como portadores de uma cultura e de tradições que os distinguem de outros (CUNHA, 1987). Diante desse contexto apresentado, Nóbrega (2007) afirma que o grupo do Talhado apresenta o seguinte diferencial étnico:
  • História de vida compartilhada e marcada por quase cem anos de                semi-isolamento e uma luta constante contra o preconceito e a discriminação externa;
  • Crença na idéia de que o grupo é uma grande família, irmanados por uma mesma herança genética, a partir dos ancestrais José Bento Carneiro (Zé Bento) e Cecília Maria da Purificação (Mãe Cizia);
  • Modelo de organização social pautado na prática da endogamia e na regra de residência uxorilocal (os homens ao se casarem deixam a casa dos pais e passam a morar com a família de suas esposas), a fim de facilitar a coesão do grupo e a permanência no seu território (SANTOS, 1998);
  • Respeito mútuo a um líder local (que exerce o papel social de chefe do grupo). Geralmente, esse líder é o negociador das questões político-administrativas da comunidade;
  • Uma estrutura de linguagem peculiar (vocabulário, linguajar cantado e dificuldades em pronunciar dígrafos e encontros consonantais);
  • Produção artesanal de cerâmicas com barro. Mantida como atividade complementar à economia do grupo, é uma atividade predominantemente feminina e mantém um aspecto primitivo, voltado para a produção de utensílios domésticos. Hoje quase todas as louceiras existentes estão realizando suas atividades num galpão, na zona urbana do município de Santa Luzia – PB;
  • Serviços de carpintaria, atividade tradicional predominantemente masculina. No processo histórico do grupo, destacam-se os carpinteiros: Zé Bento, Chico Bento, João Chico, ‘Tião’ de João Chico e Ramiro;
  • Tradição cultural em prestação de serviços de assistência aos partos. Na história do grupo destacam-se o parteiro leigo Severino de Antônia e as parteiras: Cecília (esposa de Zé Bento), Maria Balbina, Felina, Vitória de Antônio Chico e Hélvia;
  • Espírito festivo (com predominância nas datas comemorativas) caracterizado pelo canto, pela dança e pela bebida. Ênfase para a habilidade artística dos sanfoneiros, para a predominância do forró pé-de-serra (estilo musical preferido pelo grupo) e para a cachaça;
  • Valor simbólico atribuído aos elementos água terra. Esses elementos, além de necessários para a sobrevivência do grupo, estão ligados à produção de cerâmica e ao sistema de heranças por partilha (das terras pertencentes aos ancestrais);
  • Além disso, a comunidade sempre lembra que Talhado é terra de cinema e o grupo atribui a ‘fama’ do lugar ao documentário “Aruanda”. De fato, Talhado tem sido representado, de diferentes maneiras, pela linguagem cinematográfica. Hoje, três documentários fazem referência à comunidade: “Aruanda” (lançado em 1960), “Talhado – Uma Relação com o Presente” (lançado em fevereiro de 2008) e “Talhado” (lançado em Santa Luzia, no dia 29 de maio de 2009).
REFERÊNCIAS
CUNHA, Manuela Carneiro da. Antropologia do Brasil – mito.história.etnicidade. 2ª ed. São Paulo – SP: Brasiliense, 1987.
SANTOS, José Vandilo dos. Negros do Talhado – estudo sobre a identidade étnica de uma comunidade rural. Dissertação de Mestrado. Campina Grande – PB: UFPB, 1998.
NÓBREGA, Joselito Eulâmpio da. Comunidade Talhado um grupo étnico de remanescência quilombola: uma identidade construída de fora? Dissertação de Mestrado. Campina Grande – PB: UEPB, 2007.